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CAOS NA SAÚDE: “Isso é um absurdo e acabará no meu governo”, disse Hildon Chaves em 2016

Hildon Chaves também pontuou as ações que realizaria para dar um fim ao tormento que é a demora no atendimento médico

DA REDAÇÃO - JOÃO PAULO PRUDÊNCIO

13 de Janeiro de 2020 às 15:45

CAOS NA SAÚDE: “Isso é um absurdo e acabará no meu governo”, disse Hildon Chaves em 2016

FOTO: (Divulgação)

O ano é 2016, na época, o então candidato a prefeito de Porto Velho, ex-promotor Hildon Chaves (PSDB), falava durante a transmissão do debate da SIC TV sobre o seu posicionamento em relação ao que ele considerava os problemas que levam um órgão executivo público a gerir um sistema de saúde precário e ineficiente.

 

Para o então candidato Dr. Hildon, a situação da saúde em Porto Velho nesse período era uma vergonha e um desrespeito com a população. “... a dificuldade de ser atendido em uma unidade básica de saúde, isso é uma vergonha, uma falta de respeito inaceitável dos poderes públicos com o cidadão, isso será revertido em nosso governo...”, afirmou.

 

Hildon Chaves também pontuou as ações que realizaria para dar um fim ao tormento que é a demora no atendimento médico dos cidadãos portovelhenses.

 

De acordo ele a implantação do prontuário eletrônico e a marcação de consultas através de um telefone 0800 seriam medidas tomadas para sanar esse grave problema.

 

Atendimento nas UPAS e policlinicas em Porto Velho se tornou um drama à comunidade

 

“... isso tudo por falta de administração e falta de gestão, nós assistimos diuturnamente notícias dando conta de materiais vencidos, de medicamentos vencidos...isso será revertido em nosso governo, com a criação de um ponto eletrônico, com a marcação de consultas através de telefonia 0800, o cidadão tem que ter respeito, hoje o cidadão de Porto Velho que precisa da saúde do município tem que percorrer a cidade inteiro atrás de um médico, isso é um vergonha e acabará no meu governo”, disse Hildon Chaves.

 

Três anos após

 

Janeiro de 2020, Hildon Chaves já é prefeito de Porto Velho há exatos três anos e a situação do serviço de saúde disponibilizado à comunidade beira o caos.

 

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Atendimentos em UPAS e policlínicas estão sendo realizados apenas para casos de urgência deixando centenas de cidadãos que buscam o socorro médico com problemas de pressão, dores agudas, entre outras mazelas consideradas na triagem como sintomas de baixa complexidade (ficha verde), esperando até seis horas para serem recebidos pelo médico de plantão.

 

Foram diversos os casos relatados e registrados de desmaios e pessoas que acabam indo embora com dores após horas de espera. As UPAs da zona Leste e Sul e a policlínica Ana Adelaide, se tornaram cenários de histórias de abandono e descaso por parte do poder público com a comunidade.

 

 

Durante a gestão de Chaves mais da metade dos médicos que atendiam na rede pública de saúde municipal pediram para sair, isso em decorrência de medidas que eles consideraram que foram tomadas sem diálogo com os profissionais como a instalação do ponto eletrônico.

 

Um processo seletivo foi aberto pela prefeitura de Porto Velho para a contratação de médicos e outros profissionais de saúde para que a demanda seja suprida.

 

Confira vídeo do compromisso de Chaves:

 

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